quinta-feira, outubro 04, 2007

*"Mas não exatamente com alivio-ficou apenas esse chão,onde estou,esse exato tamanho.

Como quem desaba,não como quem acorda.Apenas desabamos.Há de novo aquele sentimento de vazio que ele quer preencher com algo que está muito próximo dos olhos e da alma, e que seria uma chave, como alguém que, enfim,abre uma porta difícil.

Talvez agora mergulhado na sensação de não retorno,a memória inútil lhe devolvendo imagens de anos e anos atrás, como se elas dissessem algo, ou tivessem algo urgente a dizer,algum sentido secreto em busca de decifração.
Agora é com você.Sente aquele rídiculo espasmo na garganta,o corpo exigindo o choro e ele se negando esse direito.Ele pára no meio da rua,sentimento de vergonha, o dia está claro demais-alguém percebeu que ele está chorando, e isso lhe dói.Dá meia-volta,pega outra rua, e outra, mas todas não levam a lugar nenhum."*

Do meu atual livro de cabeceira.

Obrigada por me ouvir.

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